sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Hoje é dia de Desassossego

Deve ter sido na Primavera de 75, honra seja feita aos meus pais, que viajei no Fiat600 vermelho, por Portugal a cima… Levávamos um gira-discos pequeno e a pilhas, no chão do carro, a rodar o Coro dos Tribunais
Esta será, provavelmente, a memória mais rica que guardo da história da minha vida com a minha mãe e o meu pai: Abril de 1974 tinha sido mesmo ali há bocadinho e a música e as palavras davam-nos mais alento pelos dias fora!
E
Porque hoje é dia de Desassossego
Porque é
Urgente Desassossegar…

Fica a homenagem ao Zeca e este blog pára aqui.
Com o nome gravado em cada monitor que cá venha espreitar.
Para sempre lembrar José Afonso!

[É que eu… tenho de arregaçar as mangas e trabalhar!
Tenho a trouxa feita e
É já tempo de zarpar!]

a

quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Desejos são como sonhos?

Há uns meses, em conversa com dois dos jovens que me narraram pedaços das suas histórias de vida, ela disse
No fundo, o mais importante é, à hora de ir dormir, lembrar: será que fiz tudo o que tinha pensado realizar hoje? E poder fechar os olhos descansada…
Ele estava pensativo. Para ele, o mais importante era poder fazer o sono da noite com a alma tranquila. Tinha dito
Fundamental é ir fazendo tudo bem. É preciso fazer as coisas bem, levar os dias em bem. Só assim se pode esperar a recompensa.
Eu ia agarrada ao volante, a ouvi-los.
Ele estava de partida para Cabo Verde, onde já o esperavam para começar a trabalhar.
Ela ia esperar o filhote bebé ao aeroporto, vindo de férias de lá das ilhas, também…
Já lá vão meses… e as frases dele e dela bailam-me nos olhos, todas as noites.

Num comentário, a e-clair, ao post anterior perguntou “e com o que sonha a Maria...”
Gostava de voltar a ter a força dela. Teria os dias facilitados, se acreditasse como ele.
O que sonha a Maria não sei muito bem.
O que faz? Conta as histórias deles. Sonha que a Força deles e delas os faça realizar sonhos… sim. Em certa medida, o meu também!


Experiências
6.
Então nós… ao longo dos dias:
Que desejamos e o que fazemos pelo que mais queremos?

quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Experiências

5.

“… só sonhadores e fiéis aos sonhos é que conseguiremos ser melhores, e, se formos melhores, o mundo será melhor.”
Luís Sepúlveda

“Todo e qualquer momento histórico contém sempre, em potência, vários futuros possíveis. Parece-me, contudo, que um, de entre eles, será o mais possível de todos os possíveis.”
J-F de Laprunelle
(via João Aguiar, n’O Jardim das Delícias…)

Gosto imenso destes dois autores que hoje aqui deixo.
Quando a desinspiração ameaça tomar conta de mim, normalmente o Sepúlveda devolve-me à vida. Porque me sacode marasmos.
O João Aguiar faz-me re-pensar certezas… (como se me atrevesse a tê-las!!!)
a

segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Experiências

4.
E se fosse possível acontecer assim:
Depois desta certeza -

"que o passado era mentira, que toda a Primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efémera..." (Gabriel Garcia Marques)

O desejo -

"Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite" (Sophia de Mello Breyner Andresen)


quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Sobre filhos

Começar por escrever um título impossível é uma coisa curiosa.
Não tenho filhos e fazem-me falta. Sim, adoraria ter…
Como toda a gente, creio... Sou pela vida! mas mais que isso, talvez por tudo que reconheço nisto que É A vida, sou ainda mais pela Dignidade da Vida.
sou pelo Sim neste referendo que se aproxima.
Sim! Por isso mesmo, por ser Pela Vida.

Há uma frase que diz em breves palavras o que me leva a pensar assim:
“Se todo o aborto é um mal, o aborto clandestino é uma catástrofe.”
A pergunta devia ser, claramente, se se concorda com a criminalização das mulheres que recorrem (pelas suas razões e, provavelmente, de outros) à interrupção voluntária da gravidez.
Porque o que está em causa na lei, tal como a temos, é isso mesmo. E Só!

Sou pela Maternidade plena. Sou pela Paternidade. E a paternidade não é reflectida nesta concepção torpezinha da realidade da gravidez… nenhuma mulher engravida (sem querer) sozinha! Então como, porquê, pensar a penalização só para ela (este “só”, bem entendido, para aqueles que apoiam a lei, tal como ela existe) que, à luz do que há-de ser a Parentalidade, a grávida é só uma metade do facto?!

Como sou pela Parentalidade, quero dizer, por pais e mães que sejam mesmo Pais e Mães que desejam e se assumem na plenitude desse desejo, capazes de tudo fazer para garantir a sustentabilidade harmoniosa da vida que fizeram, só posso votar Sim no referendo.

Experiências

3.
Será que, é quando deixamos de conseguir rir de nós, que ficamos mesmo tristes?

sábado, Janeiro 13, 2007

Experiências

2.
O(s) prazer(es) da Liberdade aprende(m)-se devagarinho?

quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Experiências

Com o ano ainda fresco, vou iniciar uma fase de incongruências questionadas!
1.
Dizem que tudo que é Bom demora…
Então, como é que vivem, desgraçados como eu, sem paciência para demoras?